Motor do Sandero III que apaga nos primeiros segundos depois da partida fria, principalmente no inverno, quase sempre é mistura pobre mal corrigida.
Veja o que checar primeiro, na ordem certa, e se dá para continuar rodando com segurança.
Por que isso acontece justamente no frio
Nos primeiros segundos após a partida a frio, a central do Sandero III trabalha em malha aberta: ela ainda não confia na sonda lambda e calcula o enriquecimento com base no sensor de temperatura do líquido de arrefecimento (CTS) e no sensor de temperatura do ar. Se qualquer um desses valores vier torto — ou se entrar ar falso depois da borboleta — a mistura sai pobre, a rotação cai e o motor apaga antes de estabilizar. No inverno isso piora porque o combustível vaporiza menos, o óleo está mais grosso e a bateria entrega menos tensão na partida, e a borboleta eletrônica é sensível a essa queda de tensão.
Na prática, o que mais aparece na oficina nesse cenário é corpo de borboleta sujo (carbono acumulado na borda da válvula), entrada de ar falsa em mangueiras ressecadas, velas e bobinas desgastadas e perda de pressão residual de combustível — a bomba não segura pressão quando o carro fica parado a noite toda, e o primeiro segundo de funcionamento sai fraco. Sensor de temperatura fora de faixa e sensor de rotação (virabrequim) falhando só a frio são menos comuns, mas existem e enganam bastante.
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